APRESENTAÇÃO


Com mais de dez anos de existência, o PIBIC tem abrangência nacional, atingindo instituições de ensino superior e institutos de pesquisas do Brasil. O crescimento do PIBIC não se esgota nos esforços do CNPq, mas concretiza seu objetivo no engajamento crescente das instituições e no aperfeiçoamento do Programa que vem se revelando como um instrumento eficaz de estímulo à pesquisa. Acreditando nesse instrumento de formação de recursos humanos qualificados, o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá - IEPA, ingressa no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do CNPq com 10 bolsas com o compromisso de fortalecimento da pesquisa científica na Amazônia, sobretudo no Estado do Amapá.


1 - Iniciação científica e bolsa de iniciação científica

A iniciação científica é um instrumento que permite introduzir os estudantes de graduação potencialmente mais promissores na pesquisa científica. É a possibilidade de colocar o aluno desde cedo em contato direto com a atividade científica e engajá-lo na pesquisa. Nesta perspectiva, a iniciação científica caracteriza-se como instrumento de apoio teórico e metodológico à realização de um projeto de pesquisa e constitui um canal adequado de auxílio para a formação de uma nova mentalidade no aluno. Em síntese, a iniciação científica pode ser definida como um instrumento de formação de recursos humanos qualificados.

A iniciação científica é um dever da instituição e não uma atividade eventual ou esporádica. É isso que permite tratá-la separadamente da bolsa. A iniciação científica é um instrumento básico de formação, ao passo que a bolsa de iniciação científica é um incentivo individual que se operacionaliza como estratégia de financiamento seletivo aos melhores alunos, vinculados a projetos desenvolvidos pelos pesquisadores no contexto da graduação ou pós-graduação. Pode-se considerar a bolsa de iniciação científica como um instrumento abrangente de fomento à formação de recursos humanos. Nesse sentido, não se pode esperar que todo aluno em atividade de iniciação científica tenha bolsa. É fundamental compreender que a iniciação científica é uma atividade bem mais ampla que sua pura e simples realização mediante o pagamento de uma bolsa.


2 - O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica – PIBIC

2.1 - Criação e Evolução
As bolsas de iniciação científica surgiram desde a criação do CNPq, em 1951, em número reduzido, e atendiam a poucas áreas do conhecimento. A partir de 1972, o número de bolsas teve considerável aumento, atingindo, em 1986, o número de 2.000. Elas só se tornaram significativas na década de 90, quando, em cinco anos, o CNPq concedeu mais de 65% do total de bolsas de iniciação científica distribuídas em seus 50 anos. Atualmente, elas são da ordem de 19.000 (somadas as bolsas do PIBIC e de Projeto Integrado) e representam mais de 40% das bolsas concedidas pelo CNPq em todas as modalidades. A concessão dessas bolsas sempre se deu mediante a participação do Comitê Assessor do CNPq. Em sua 18ª. Reunião, de 20 de julho de 1988, o Conselho Deliberativo do CNPq pronunciava-se favoravelmente à concessão de quotas institucionais de bolsas de iniciação científica, reservando, inicialmente, para esse fim, 25% do total dessas bolsas. Essa decisão tinha em vista, sobretudo o envolvimento institucional na iniciação científica quando repassava às instituições a tarefa de administrar e operacionalizar uma quota de bolsas, que até então era administrada pelo CNPq, mediante solicitações feitas diretamente pelos pesquisadores. Com o tempo, essas bolsas institucionais passaram a ter, no âmbito das instituições, um papel pedagógico de grande alcance e exigiram o empenho da própria comunidade universitária na definição de regras e formas de conduta para uma melhor operacionalização do Programa. Enquanto agência de fomento com uma tradição muito própria, o CNPq não parecia vocacionado para atuar no contexto das instituições, mas o PIBIC provou o contrário e sua existência não descaracterizou o CNPq. Continua-se a exigir a participação da comunidade técnico-científica, na forma de comitês, nas decisões locais e nos julgamentos para seleção dos orientadores, projetos e bolsistas, baseados em critérios de mérito do projeto e competência do pesquisador, ou seja, preserva-se a identidade e tradição do CNPq naquilo que ele de melhor instituiu neste país: transparência nas decisões e julgamentos de mérito. Em síntese, o desenvolvimento e direção que o PIBIC tomou nesses últimos dez anos permitem caracterizá-lo como um programa executado muito mais como uma política de formação para a pesquisa do que como uma simples modalidade de bolsa. Ele ajuda a formar novos cientistas, contribui para produzir saber e estimula as instituições a formular políticas próprias.

Em agosto de 2003, o IEPA ingressou no PIBIC/CNPq com 10 bolsas. Hoje tentamos cada vez mais fortalecer o programa, acreditando ser esse o caminho para o desenvolvimento de uma política científica na região norte, sobretudo no Amapá.

MS.c Luciedi de Cássia Leôncio Tostes
Coodenadora do PIBIC/IEPA