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Pesquisadores do Iepa participam de importante
publicação científica na revista Science Advance

 

 

Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá – IEPA, Marcelo de Jesus Veiga Carim e José Renan da Silva Guimarães, participam de importante publicação científica. O estudo foi publicado na última esta sexta-feira (20.11.2015) na revista "Science Advances". Um dos quatro jornais de livre acesso lançada em 2015 pela AAAS, editora da Science. O artigo “Estimating the global conservation status of more than 15,000 Amazonian tree species” mostra que:


Mais da metade de todas as espécies arbóreas da Amazônia, a mais diversa floresta do mundo, podem estar globalmente ameaçadas. O estudo também sugere que parques, reservas e terras indígenas, se bem gerenciados, podem proteger a maioria das espécies ameaçadas.


Os achados foram anunciados por uma equipe de pesquisa composta por 158 pesquisadores de 21 países, liderada por Hans ter Steege, pesquisador do Naturalis Biodiversity Center na Holanda e Nigel Pitman, do Field Museum em Chicago, EUA.


As florestas na Amazônia estão sendo afetadas pelo uso da terra desde os anos 50, mas os cientistas ainda possuem pouco conhecimento de como isto tem prejudicado as populações de espécies arbóreas.


O novo estudo, publicado nesta semana na revista Science Advances, comparou dados de monitoramentos florestais ao longo da Amazônia com mapas de desmatamento atuais e futuros para estimar quantas espécies arbóreas já foram perdidas e onde o problema é mais grave.
Os autores concluíram que a Amazônia pode abrigar mais de 15.000 espécies arbóreas, dentre as quais 36 a 57 por cento estão globalmente ameaçadas, segundo os critérios de avaliação da lista vermelha de espécies ameaçadas da IUCN.


“Não estamos dizendo que a situação na Amazônia se tornou repentinamente pior para as espécies arbóreas”, afirmou Pitman. Estamos apenas oferecendo uma nova estimativa de como estas espécies têm sido afetadas pelo desmatamento histórico e como ainda serão afetadas pela perda de florestas no futuro.


A equipe de pesquisadores havia relatado na Science em 2013 que a Amazônia pode abrigar mais de 15.000 espécies de árvores. O novo estudo estima que mais de 8.690 destas espécies podem ser extintas. Considerando que as mesmas tendências observadas na Amazônia são aplicáveis em todos os trópicos, os pesquisadores argumentam que a maioria das mais de 40.000 espécies de árvores tropicais no mundo igualmente correm os mesmos riscos.


Felizmente, segundo afirmaram os autores, as áreas protegidas e terras indígenas cobrem no momento mais da metade da Bacia Amazônica e igualmente contêm consideráveis populações da maioria das espécies ameaçadas.


“Estas são boas notícias da Amazônia, ainda não muito conhecidas“, afirma ter Steege. “Nas décadas recentes os países amazônicos têm feito grandes avanços na expansão de parques e no fortalecimento dos direitos indígenas à terra”, continua. “E nosso estudo mostra que isto traz grande benefícios para a biodiversidade”.


Todavia, o estudo enfatiza que parques e reservas somente irão prevenir a extinção de espécies ameaçadas caso não sofram maior degradação, afirma o brasileiro Carlos Peres, da School of Environmental Sciences em Norwich, Reino unido. Os autores alertam que as florestas e reservas amazônicas ainda enfrentam uma barreira de ameaças, da construção de barragem e mineração, a queimadas e secas, intensificadas pelo aquecimento global, além da invasão direta de terra indígenas.


“A vasta maioria das áreas protegidas na Amazônia não tem plano de manejo ou orçamento, e poucas pessoas residentes qualificadas”, afirma Rafael Salomão do Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém, Brasil.


“Esta é uma batalha que nós veremos se desenrolar em diferentes épocas“, afirma William Laurance da James Cook University na Australia. 


“Ou nos levantamos para proteger estes importantes parques e reservas indígenas, ou o desmatamento irá corroê-los até presenciarmos extinções em larga escala”, afirma Laurance.


“O entendimento das causas e efeitos que levam ao desflorestamento é pressuposto fundamental para conservação das florestas, e isso só pode ser feito a partir de um esforço global alicerçado pelo conhecimento científico e materializado em políticas consistentes  de uso da biodiversidade” Relata Carim (IEPA).


Link pdf: http://advances.sciencemag.org/content/advances/1/10/e1500936.full.pdf

Contatos para maiores informações:

Marcelo de Jesus Veiga Carim
veigacarim@hotmail.com
+55 96 991770810

José Renan da Silva Guimarães
jrenansg@hotmail.com
+55 96 991463983

Dr. Hans ter Steege
Naturalis Biodiversity Center, Leiden, Holanda
hans.tersteege@naturalis.nl
+31 71 7519 272 (oficina); +31 6 2516 4711 (celular)

Dr. Nigel Pitman
npitman@fieldmuseum.org
+1 312 665 7484 (oficina)

 

Ariel Meira
arielvanessaap@bol.com.br



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